Sua empresa está pronta para sair na grande imprensa?

9 de novembro de 2016
admin

Imagine que você possui um pequeno comércio na região que você mora.

Em menos de dois anos, as vendas triplicam, você resolve investir e expande na abertura de franquias..

No terceiro ano, a loja já possui quatro unidades próprias e cinco franquias, porém as vendas estão caindo, a economia do país não está aquelas coisas e os franqueados começam a cobrar ações que envolvam 100% marketing. Um diretor de marketing é contratado para sua empresa, e entre as estratégias de comunicação apresentadas e aprovadas, está a contratação do serviço de assessoria de imprensa.

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Para o gestor, um assessor de imprensa irá contribuir para alavancar as vendas dos produtos. Na lógica, quanto maior visibilidade, mais chances de desovar os produtos. E uma única exigência é feita:

” Quero ter um destaque no jornal O Estado de S.Paulo e na revista Veja”. 

 

Elaborado um plano de comunicação, o assessor de imprensa inicia o seu trabalho. Conversa com os jornalistas, sugere os assuntos, e finalmente um repórter do jornal O Estado de S.Paulo tem interesse no assunto.

Em questão de dias, você concede entrevista para o jornal e vê uma foto sua estampada lá, com a matéria título: “Empresário “x” planeja abrir 10 franquias no Brasil”

O seu gerente fica feliz da vida, comemora como se fosse um gol de Copa do Mundo, e na semana seguinte liga para assessor de comunicação: “Fizemos um cruzamento para saber a repercussão da notícia x impacto de vendas, mas recebemos apenas interessados em adquirir franquias. Infelizmente nossas vendas não aumentaram e vamos ter que encerrar o contrato”.

 

Desta forma, pergunto: quem é que errou?

  1. Você, por contratar um gerente de marketing;
  2. O gerente de marketing, que contratou a uma agência de assessoria de imprensa;
  3. A assessoria de imprensa, que cumpriu as ordens do gerente de marketing;
  4. As três respostas anteriores;

Se você respondeu a quarta alternativa, você acertou.

Abaixo, cinco pontos que justificam a quarta hipótese

  1. Os erros de comunicação começam muitas vezes na hora da contratação do gestor de marketing. Em muitas vezes, o gestor acaba sendo a interface entre a assessoria e a empresa. Se o gestor não tiver familiaridade com o assunto que envolva em processos do relacionamento com a imprensa, o plano de comunicação dificilmente dará certo, pois a única coisa que importa é estar dentro de um jornal de grande circulação nacional.
  2.  Assessoria de Imprensa não pode ser contratada para alavancar as vendas. Ela é contratada para dar respaldo à imagem da empresa junto aos jornalistas, trabalhando com estratégias a melhor forma de potencializar a marca junto à mídia em geral.
  3. Caso a assessoria de imprensa seja contratada para isso, é melhor pensar em um resultado macro, que envolva estratégia e segmentação do público que você quer atingir. Sair no jornal O Estado de S.Paulo, acaba sendo irrelevante, se o público que pretende atingir é consumidor final e não um investidor. Logo, uma matéria que aborde sobre isso, dificilmente irá agregar ao crescimento de vendas dos produtos de sua loja. Sem querer me aprofundar neste assunto – serão debatidos em outros posts -, o cenário mais interessante seria se um produto fosse explorado na mídia ao invés da imagem do presidente da empresa.
  4. Um estratégia elaborada por uma agência de assessoria de imprensa, deveria prever este tipo de abordagem junto ao cliente. Um ponto sempre a ser analisado quando existe um contrato entre empresa e assessoria de imprensa, deve ser a transparência. Quando mais sincero o profissional junto a sua interface, mais assertiva será a comunicação.
  5. O assessor de imprensa não existe mais. Ele agora é de comunicação. Não deve mais pensar na possibilidade de conversar apenas com jornalistas, mas sim com todas as pessoas, uma vez que em tempos de redes sociais, qualquer um pode se transformar em um formador de opinião, que por muitas vezes pode ter a crítica mais pesada do que qualquer profissional da imprensa.

E agora, o que você acha? Sua empresa já teve alguma experiência similar? Deixe um comentário sobre sua experiência e vamos discutir a respeito.
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